• Lauren Aita

RH pra quê?

Atualizado: Jan 2

Essa pergunta te irrita ou te instiga?

Questionar o sentido das coisas é natural e muito necessário para mim, mas percebo que certos questionamentos geram um desconforto inicial em algumas pessoas.

Por exemplo, é comum que profissionais da área pressuponham que estou afirmando que “o RH é desnecessário” e, rapidamente, ergam seus instintos de defesa para dar fim à conversa. Porém estou realmente perguntando, e não afirmando.


Refletir sobre o sentido da existência de um setor ou do trabalho de um profissional me parece algo bem pertinente em um momento onde tantas lógicas de negócio estão se transformando. Entendo o susto inicial, pois estamos acostumados a nos definir pelas nossas atividades-fim, aquilo que fazemos no dia a dia.


Nos identificamos com isso a ponto de achar que somos aquelas atividades ou funções, o que acaba gerando uma barreira gigante para a inovação. Entramos em modo de “lutar ou fugir” pelo medo de talvez nos tornarmos desnecessários ao longo das mudança.


Porém é neste momento de disruptura que perguntas como “para que serve o meu trabalho?”, ou “qual a contribuição que eu gero com aquilo que faço?” podem ser grandes aliadas.


Identificar o valor que você ou a sua área gera para o negócio é o que dá sentido à sua existência ali.


Quando você encontra esse sentido, fica muito mais simples mudar aquilo que você faz, pois você acaba vendo as atividades apenas como a forma ou o veículo por meio do qual entrega valor.

 

Teoricamente, minha proposição não é algo novo, porém, faz muito sentido agora que a quebra de padrões é o desafio da vida real de tantos departamentos. Assim, questões de transformação digital, disrupção comercial, futuro do trabalho, dentre outras têm tirado o sono de muitos profissionais.


Ok, “e se não tiver valor naquilo que eu faço?” Ou, “e se tiver forma melhor de gerar valor?”

Então, você realmente deveria colocar energia em identificar que valor você poderia gerar para alguém ou para o negócio com suas capacidades e experiências. Pode dar frio na barriga, mas é bem mais seguro do que ficar esperando que os outros se deem conta de que você ou sua área só estão somando em número.


Agora, questionar o porquê da existência de um setor ou do trabalho de um profissional não deveria ser recebido como ataque. Pelo contrário, neste momento, pode ser a oportunidade de encontrar as respostas que dão energia para seguir adiante.


Pode ser sua chance de inovar naquilo que faz gerando muito mais valor, ao invés de ficar parado temendo a inovação que vai chegar. Digo isso por experiência própria e por acompanhar de perto os caminhos de executivas e executivos que atendo no Consultório de Sentido.


Neste espaço seguro pela parceria de alguém que não é parte interessada nos desafios, atravessamos esses questionamentos de forma muito prática. Sim, porque consultório, mas não de terapia. É um consultório design. Design de Sentido™.


Nesse método damos sentido às ações das pessoas dentro da organização para facilitar a transformação. Algo que pode ser aplicado para ressignificar a própria área de RH, identificando a essência da sua contribuição para o negócio em contextos que pedem inovação. Neste caso, o processo começa com atendimentos individuais com a principal liderança da área, mas não é nada solitário.


Isso não pela minha companhia, mas pela chave para encontrar respostas significativas: perguntar para quem é parte interessada! Sim, porque são eles que percebem ou precisariam perceber o valor que a área gera.


Isso já seria argumento suficiente para encorajar a investigação, mas também podemos acrescentar a dificuldade natural de “olhar de fora quando estamos tão dentro”: é por causa dela que precisamos ver o outro não como ameaça, mas como o espelho que pode nos ajudar a perceber nossas capacidades para atender suas necessidades.


Basta saber a forma de perguntar e ser hábil ao lidar com as informações coletadas para captar oportunidades e se reposicionar com propostas de valor que façam sentido para a rede em que você está inserido sem precisar “dourar a pílula”.


Essa reorganização pode dar a você mais segurança na hora de decidir onde seu departamento deve colocar energia e onde é melhor desapegar para agregar de verdade.


Modelos podem ajudar, mas, no mundo cada vez mais dinâmico em que vivemos, duvido que fórmulas de RH prontas para implementar funcionem para todo tipo de realidade.

 

Se o título ou o texto te instigaram, me escreve para continuarmos esta conversa.


Fico na escuta!


Lauren Aita

@la.rede #redefinicao #designdesentido




 

Porto Alegre - RS, Brasil

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